Sexta-feira, 10 de Outubro de 2008

ETIQUETA DA CERVEJA


Na sociedade em que vivemos, devemos ter boas maneiras. E, na Sociedade Baden Baden, também! Obsequiamos a tua visita. Por gentileza, se quiseres comentar nossa matéria, agregando a tua participação, será um prazer! Faça essa social. Ficaremos imensamente gratos.

Quarta-feira, 8 de Outubro de 2008

COLECIONADORES: DE EMOÇÕES (100ª postagem)


Para mim, cerveja e gastronomia sempre andaram juntas. Na próxima Segunda-feira, um dia antes do jantar de zitogastronômia que apresentaremos no Grêmio Náutico União juntamente com confrades e o chef Edevaldo Nunes da Dado Bier, poderei brindar ao encontro dessa duas paixões. O Tcherveja e o
União Cooks serão as atrações do próximo Extra-Malte, entitulado “Colecionadores”, e faço parte dos dois grupos. Sou colecionador de cerveja desde 1990, e entre outros colecionáveis cervejeiros, ostento mais de 5 mil latas de cervejas cheias, isso mesmo: cheias! Só bebo o conteúdo da coleção de garrafas, sendo que algumas poderão ser contempladas, a partir dessa sexta-feira, no shopping Total, na divulgação da CERVEXPO, reunidas a outras do entrevistador do E-M, o mestre de cerimônias Sady Homrich – que também é associado do Tcherveja. Estou no clube desde a fundação, assim como também sou fundador da facção que degusta o líquido dessas embalagens, o Tcherveja DEGUSTA, que estará representada, no mesmo evento, pelo amigo e parceiro, Pedro Braga, do Trinkt Mehr. E, como os acepipes harmonizados às cervejas da noite ficam a cargo do União Cooks, logicamente fui convocado para constituir esse casamento.

Já que vamos ao Extra-Malte debater sobre cerveja, não podemos, sequer, imaginar a possibilidade de um encontro de cervejeiros sem cerveja. Uma vez que o projeto cultural é da cerveja Coruja, o primeiro gole é sempre da realizadora. O evento não é destinado a lançamentos, todavia tomado pela curiosidade dos sedentos espectadores, e por sua potencialidade, é comum serem degustadas novas cervejas. Na noite do dia 13 de Outubro, serão degustadas três cervejas harmonizadas a três acompanhamentos da baixa gastronomia, que se traduz na alta gastronomia de boteco. Iniciaremos os trabalhos - fora o brinde inicial – degustando o chope Dado Bier União Cooks (o mesmo tipo pilsen da cervejaria, porém com a grife da confraria). Em deferência ao ilustre chef mexicano Aniceto Zuñiga, que capitaneou o
Festival Gastronômico Mexicano Sheraton União Cooks, no ano passado, harmonizaremos a cerveja da confraria com a “Guacamole Original”. No ritmo das marchinhas germânicas do mês de outubro, a cerveja seguinte será a Eisebahn Oktoberfest (tipo Märzen), degustada em primeira mão em Porto Alegre, assim como a última cerveja da noite. O acompanhamento da Oktoberfest não poderia deixar de se conciliar à referência festiva, sendo uma receita experimental nominada de “Bárbaras Batatas Bávaras”. E, por fim, apreciaremos a tão esperada Baden Baden Tripel, congraçada à minha receita de “Quibe Assado com Malte de Cevada”.
.
.
Nessa imagem, para abalroar os meus amigos cervejeiros caseiros, exponho os 5 Kg de malte resultantes do ótimo atendimento do Denis da Rocha Machado, lá no estabelecimento do Werner Emmel, comprados para elaborar os quibes!
.
.
O Studio Clio agora funciona com o sistema de ingressos aos seus concorridos eventos, evitando reservas não saldadas. Os preços antecipados continuam os mesmos, sendo R$ 20 o lugar à mesa, e R$ 15 na platéia. Bilhetes comprados na hora do evento têm um adicional de 5 “pilas”. Todas as opções dão direito à integralidade do cardápio descrito. Os presentes que pedirem outras bebidas alcoólicas que não cerveja poderão ser alvejados com caretas das mais pavorosas. Nessa segunda-feira, dia 13 de outubro, a partir das 20h, esperamos um Extra-Malte alegre e informal como a cerveja é. Seja mais uma testemunha dessa união!
"Há três fontes perenes de alegria pura: o bem realizado, o dever cumprido e a cerveja de qualidade."
(Eduardo Girão - releitura)

CLIENTELA DO QUINTELLA

.
.
O colega colecionador e cervejeiro
Carlos Alberto Silva E Quintella
, diretamente de Bebedouro, interior de São Paulo, enviou ao TELECERVEJA a divulgação da exposição “Rótulos de Cerveja do Mundo”, que será uma das atrações da 25ª Oktoberfest de Blumenau. Trata-se de 100 ampliações de rótulos de 20 países em fotografias de 120 x 80 cm. Na imagem ao lado (que pode ser ampliada com um clique – de preferência em uma nova janela) tu conferes outras informações.
.
.
.
.
.
.
.
Eu gostaria muito de assistir essa mostra, ainda mais presenciando a maior Oktoberfest do Brasil, todavia sigo aqui em Porto Alegre com uma lista de projetos para desenvolver e cervejas para degustar. Até porque, aguardo o Quintella, aqui na CERVEXPO, trazendo a minha QuintyBier - que após degustá-la, publicarei as minhas impressões. Esse ilustre cervejeiro bebedourense – que lembra pleonasmo para bom bebedor de cerveja - coleciona desde o ano em que o Porto Alegrense (Grêmio) foi campeão do mundo, e hoje, tem um “acervo de cerva” com mais de 60 mil itens brewerianos, entre latas de cerveja. Como ele está em todas as frentes cervejeiras, se tu quiseres agregar mais itens à tua coleção, visites o Mundo da Cerveja. Faças parte da clientela do Quintella!

Segunda-feira, 6 de Outubro de 2008

BEBI, MAS NÃO TRAGUEI

.
Fui presenteado pelo presidente da ACERVA gaúcha, o amigo cervejeiro Jorge Gitzler, com uma Cannabia que ele trouxe da Espanha. Trata-se de uma cerveja alemã com adição de cânhamo - variedade permitida da Cannabis Sativa (maconha) por não apresentar o ativo alucinógeno THC. O cânhamo que foi muito usado no passado, inclusive no Brasil, para a produção de tecidos fibrosos; na história da cerveja, já esteve presente antes da padronização do uso do lúpulo. Em Março de 1996, três amigos tiveram a idéia de resgatar essa matéria-prima ao mundo cervejeiro, certos de sua legalidade, mas buscando a produção de uma cerveja orgânica (associada aos outros ingredientes 100% biológicos). Pouco depois, a afirmação de que o ex-presidente estados-unidense, Bill Clinton, havia fumado maconha (ilegal) - mas não tragado - desmistificou o distanciamento com a planta, facilitando, ainda mais, a viabilidade do projeto.

A Cannabia é uma cerveja conceito, assim como a
Dado Bier Ilex e a Eisenbahn Pilsen Orgânica. Cervejas que mais agregam pesquisa e retenção de mídia à marca de uma cervejaria do que resultados em vendas pelo apreço ao produto. Claro que estamos desconsiderando as febres passageiras de consumo, geralmente ocorridas apenas nos lançamentos. Acreditamos que as cervejas conceito têm um valor muito grande nesse quesito de experimentação, porém o sucesso singular está condenado à aposta.

Embora contentes com o projeto, a nossa impressão a essa cerveja que podemos chamar de frutada, não foi das melhores. A Cannabia, de baixa fermentação, com 4,8 % APV, tirando a coloração mais escura, lembra uma Pilsen industrial comum em todos os requisitos. Todavia, onde está a Cannabis Sativa? Aí é que vem o barato, ou melhor, não dá barato. O retro-gosto e o aroma de cânhamo é muito perceptível. Se tu já fumaste algum desses cigarrinhos do capeta - mesmo que não tenhas tragado – saibas que o sabor residual de cada gole é o mesmo de uma fumada. E, o cheiro que se sente em alguns espetáculos de Reggae, é o mesmo do buquê dessa cerveja... Já que não queremos nos arriscar a sugerir uma harmonização zitogastronômica que fuja de bolos de chocolate com cânhamo, muito comum na praia do Rosa, sugerimos beber a Cannabia ao som de “Three Little Birds”, de Bob Marley, na versão de Gilberto Gil.


Tenho amigos que já me surpreenderam com suas versões de cerveja com Ilex-Paraguariensis (erva-mate), agora, quem sabe? Ficarei à espera de novas experiências com hortelã!

Quarta-feira, 1 de Outubro de 2008

OUTUBRO OU NADA


Se maio é o mês das noivas, outubro é o mês da cerveja. Dada à tradição da Oktoberfest, de Munique à Blumenau, a
agenda cervejeira (que tu podes acompanhar aqui no topo do TELECERVEJA) para outubro é sempre repleta. Já que a cultura bávara das “Oktobers” foi esplalhada pelo mundo, onde existam apaixonados por cerveja, a data é, anualmente, lembrada. Sendo assim, nesse mês em que se percebe uma valorização da cerveja nas mídias, acontecem vários outros eventos correlatos. Listo aqui, o que há em novidade!

OUTUBRO

07 (TER)

BREJAS • Campinas
Lançamento do novo sítio da maior e melhor classificação brasileira de cervejas.
Cadastre-se no
Brejas, e participes dessa categorização deixando as tuas notas para centenas de cervejas.

.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
17,18, e 19 (SEX,SÁB, e DOM)

1ª CERVEXPO • Porto Alegre
Primeira exposição latino-americana de colecionismo cervejeiro.
Nos mesmos moldes do evento anual do
Tcherveja, a união dos clubes de colecionismo da América Latina recebe delegações dos maiores clubes de colecionadores de cerveja do mundo, e convida o grande público a participarem desse grande encontro da cerveja. O evento aberto ao público é gratuito, e ocorre na praça aberta do Shopping Total, apoiador e parceiro, no dia 18 de Outubro, das 10 às 18h. Acontece uma feira de itens brewerianos (colecionáveis cervejeiros), como copos, baldes, camisetas, néons, entre outros artigos; além de palestras. No, dia anterior, 17 de Outubro, somente para associados, é aguardado o tradicional leilão de raridades cervejeiras, e no Domingo, dia 19, a despedida para convidados é o tradicional almoço dos cervejeiros. Certamente, cerveja para beber não faltará. A CERVEXPO conta com o patrocínio da Nova Schin, que tem todo o respaldo das cervejas do Grupo Schincariol, entre elas, as novas aquisições da Baden Baden e Eisenbahn. Ah! E, também, tem festa no Sábado à noite com essa coleção de cervejeiros!

.
18 (SÁB)

1º Encontro aberto da ACERVA Gaúcha • Porto Alegre

Primeiro encontro aberto da Associação dos CERVejeiros Artesanais do Rio Grande do Sul.
A representante gaúcha das associações de cervejeiros caseiros do Brasil, após a sua fundação- que tive o privilégio de participar -, no ano passado, tem feito encontros, praticamente, mensais. Porém, com a finalidade de fermentar o fervor da constante elaboração de cervejas artesanais, a condição para presenciar os encontros é a de levar uma cerveja produzida por si. Já que muitos aficionados, por motivos de qualquer ordem, não conseguiam suprir a exigência, a
ACERVA gaúcha resolveu realizar um encontro sem a obrigatoriedade de representar uma cerveja de panela.

.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
30 e 31 (QUI e SEX) - segue nos dias 01 e 02 de Novembro

1º MINAS FEST BIER • Belo Horizonte
Primeiro
festival de cervejas artesanais do estado de Minas Gerais.


Quer mais? Então vá dê uma passadinha nalgumas Festas de Outubro!

20 (SET) – 05 • OKTOBERFEST MÜNCHEN (MUNIQUE) - ALEMANHA
09 – 26 • OKTOBERFEST BLUMENAU\SC
09 - 19 • OKTOBERFEST SANTA CRUZ DO SUL\RS
09 - 12 • OKTOBERFEST MISSÕES - CERRO LARGO\RS
10 - 19 • OKTOBERFEST IGREJINHA\RS
10 – 26 • OKTOBERFEST ROLÂNDIA\PR
11 – 12 • OKTOBERFEST PATO BRAGADO\PR
12 – 14 • OKTOBERFEST MARATÁ\RS
18, 24 – 26 • OKTOBERFEST ALPESTRE\RS
23 – 25 • OKTOBERFEST MARECHAL CÂNDIDO RONDON\PR

Segunda-feira, 29 de Setembro de 2008

EL BOLSÓN

.
Já que o inverno desse ano passou, e ao menos aqui em Porto Alegre não nos despedimos com frio, resolvi expor a avaliação de uma cerveja trazida de Bariloche. Regalo ofertado pelo meu irmão mais velho que tem o nome em homenagem a um antigo presidente da França: Giscard. A “cerveza” que passou pela neve Argentina e chegou ao meu copo não agradou muito, mas leva o mérito da produção artesanal.

Assim como o Giscard, o nome da cervejaria advém de homenagem. No início do século passado, o alemão Otto Tipp se instalou na pequena cidade argentina El Bolsón, na região da Patagônia, onde em 1914 abriu uma cervejaria em sua casa - história comum em regiões de imigração alemã. E, toda a vez que hasteava uma bandeira branca, sinalizava uma nova produção de cerveja. Na busca dos insumos da bebida, Otto começou a plantar lúpulo, embora na época não cultivava a melhor variedade para cerveja. Outros tipos de lúpulos foram importados algumas décadas depois, onde o Cascade (aromático) foi o que melhor se adaptou ao clima - que deve ser bastante frio. Conseqüentemente, a cidade se tornou a capital nacional, da Argentina, na produção do produto dessa trepadeira, especificamente o pistilo feminino da flor. Em todos os anos têm acontecido o Festival Nacional do Lúpulo.
.
.
.
.
.
Dos vários tipos da
cerveja El Bolsón, degustamos a Negra Extra, que é uma Bock com 6,2% de APV. A coloração bem escura denuncia a boa fração de malte tostado. Nossa cerveja estava prejudicada pela baixa pressão na garrafa, que não sabemos se foi conseqüência da odisséia entre a Patagônia e Porto Alegre. O aroma e sabor de malte foram satisfatórios, certamente, decorrência da generosa quantidade do ingrediente. Embora, inicialmente, imaginamos que a cerveja oriunda da capital argentina do lúpulo explorasse essa matéria-prima, percebemos que a cervejaria, adequadamente, seguiu o estilo clássico da Bock sem esse toque pessoal. Devido a carbonatação insatisfatória, o corpo da cerveja não agradou na sensibilidade da boca. Embora, inicialmente a Classificação pelo método Stephanou indentificou a El Bolsón Negra Extra como uma boa cerveja, a Avaliação preponderou e reordenou a cerveja como mediana, dada a nota 6,41.
.
Falando de lúpulo, falndo de flores; já que a primavera está aí, andei comprando umas Edelweiss!

Quinta-feira, 25 de Setembro de 2008

PREÇO DO PRAZER

.
Foi publicado, hoje, mais um artigo da nossa coluna quinzenal para a cerveja Baden Baden. Incito à reflexão do consumo em nossa sociedade e
Sociedade...

Quarta-feira, 24 de Setembro de 2008

“AGRADEÇO À ANTARCTICA PELAS BRAHMAS QUE GANHEI”

. CLIQUE AQUI! E SAIBA MAIS






Oficialmente, no dia 06 de Setembro de 2008, a Brahma completou 120 anos. Para uma cerveja brasileira, é muito tempo, porém se fosse na Europa, se enquadraria nas cervejarias novatas. É esperado que muitas transformações tenham acontecido. A empresa, ao contrário de tantas outras que fecharam ou foram incorporadas, evoluiu, e hoje encabeça o maior grupo cervejeiro do mundo, a InBev. Sempre tive um carinho à parte pela Brahma por ter sido vizinho, durante uma duas décadas, da antiga fábrica ex-Bopp, Sassen, Ritter; ex-Continetal, ex-Brahma, atualmente sede do shopping Total, que abriga o evento cervejeiro anual do Tcherveja (clube cervejeiro gaúcho), no bairro independência. Lembro-me de ter visitado essa unidade na época em que só bebia as Pepsi Colas distribuídas pela própria cervejaria. Certamente o meu primeiro contato com o mundo cervejeiro foi nessa extinta fábrica que deixou prédios tombados, do Construtor-Arquiteto alemão Theodor Wiederspahn, que entre eles destaco o edifício da brassagem que expõe uma estátua de Gambrinus (de Alfred Adloff) afixada na fachada. A festa popular “Chope na Avenida” (Cristóvão Colombo), assim como a mim, deixou outros órfãos. Nessa mesma avenida, em cada edição da festa, na testada que hoje abriga uma agência da indesejável Caixa Econômica Federal, eram colados rótulos dos cascos de 600 ml na moldura dum portão, composto pelo adorno de garrafas, no prédio da estátua do Elefante. Eu tenho saudade do tintilhar do engarrafamento passível de se ouvir nas madrugadas – quando a cidade dá trégua ao silêncio -, de outro lado, o bagaço do malte descartado ao esgoto não traz boas lembranças associadas ao sentido que mais agrega memória – o olfato.

Meu pai sempre foi brahmeiro, e com essa cerveja pude dar o primeiro passo, ou o primeiro gole. Tive a oportunidade de beber boas Brahmas, como a inexplicável edição limitada da Brahma Bier (tipo Helles), ou ainda, mais triste do que isso, tipos como Porter e Stout disponíveis no Chile. Do mesmo modo em que dispensei a Brahma Light, a Fresch segue o mesmo caminho. De toda a glória que a cervejaria Brahma alcançou nesses 120 anos decorridos, certamente fica a pergunta: Por que, em seu país natal, a Brahma só atende ao segmento das cervejas populares, e não exista uma linha especial? Perguntes ao Zeca Pagodinho, que por algum milhão, já defendeu outra marca...
.
O diário Mundo das Marcas tem uma bela matéria sobre a
trajetória da Brahma. Vale a pena dar uma lida, ainda mais se tu estiveres com uma boa cerveja artesanal na mão!

Terça-feira, 23 de Setembro de 2008

GRE-NAL É GRE-NAL E VICE-VERSA

.

Enquanto porto alegrenses (gremistas) e colorados aguardam o próximo Gre-nal, clássico futebolístico de maior rivalidade do Brasil, a Ambev segue distribuindo, em estabelecimentos varejistas do Rio Grande do Sul, latas de 350 ml da cerveja – regional - Polar, com pintura alusiva às duas equipe. Claro que cada time em uma lata, pois existem alguns gaúchos que são mais anti-colorados ou anti-tricolores, do que torcedores do Porto Alegrense (Grêmio) ou do Internacional. O embate será, no próximo domingo, dia 28 de Setembro, às 18h 10, no estádio José Pinheiro Borda, correndo pelo Brasileirão 2008 (campeonato brasileiro). Não é permitido beber nas imediações e no próprio estádio, assim como é proibido adentrar alcoolizado.


A cerveja Polar é uma cerveja do tipo pilsen tupiniquim, com adição de cereais não maltados, carboidratos, antioxidante, e estabilizante de espuma. A cerveja em si fica a desejar, mas a lata de um dos times é muito mais bonita que a outra... Eu sempre torço ao melhor!

Domingo, 21 de Setembro de 2008

NOVA CÒSTI


.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
Comecei a colecionar cervejas em setembro de 1990, seguindo a crise da cerveja nacional que abriu as portas para as importações de cervejas como Holstein, Heineken, Oranjeboom, Royal Dutch, Paceña, Budweiser, entre tantas outras que supriram nossas gôndolas. Lembro-me que além de latas e garrafas oriundas de viagens, eu adquiria cervejas em todos os locais que as vendiam - a meu alcance. Era comum restaurantes, casas de conveniência, e distribuidoras de bebidas manterem contratos de importação com cervejarias pequenas que não passavam pelos grandes estabelecimentos varejistas. Assim, a pesar dos antigos da família já se conhecerem do bairro Floresta, em Porto Alegre, cheguei à empresa da família Costi, a Costi Bebidas. Eu era um pré-adolescente quando entrei pela primeira vez na Costi em busca de latinhas e garrafinhas de cerveja, que raramente bebia, entretanto podia comprar – pois hoje a legislação não permite. Pouco achei de novidade naquela década de 90, mas os anos se passaram, e hoje, completando 51 anos no segmento de distribuição de bebidas, a mesma loja da rua Santos Dumont, número 752, apresenta a maior carta de cervejas do sul do país. São cerca de 150 rótulos entre cervejas nacionais e importadas. Fruto da dedicação do amigo Rogerio Còsti, que desde 2006 capitaneia a primeira loja virtual de cervejas do Brasil, o
Cervejasnet, que tem uma confraria especializada na degustação do produto.
.
.
Correndo sempre, seja no trabalho ou na
Cerva Runners, o Rogerio, recentemente, dia primeiro de agosto, abriu a primeira filial da Costi Bebidas. Agora, na zona sul de Porto Alegre, sito à rua Doutor Barcelos, 910, os amantes da cerveja, e quem sabe de outras bebidas, têm mais um endereço para encontrar essa ampla variedade de cerca de dois mil produtos, entre bebidas, acessórios, e insumos gastronômicos finos como azeites e temperos. A filial possibilita a degustação de algumas cervejas ao custo do serviço de 20% sobre o preço de venda. A proposta é a experimentação no local de compra. Não há acompanhamentos, pois não tem a finalidade do serviço de bar. Se na matriz o horário é comercial, ainda que abrindo aos Sábados pela manhã, na Costi zona sul, existe uma flexibilidade maior, operando de segunda-feira a sábado das 10 às 20 horas. Os preços das lojas são os mesmos que encontramos no sítio da empresa, e entregas de bebidas podem ser programadas em até um dia de antecedência. Conheça a nova loja da Costi, no bairro Tristeza, e entenda porque o nome do bairro deveria mudar para Felicidade!

Quarta-feira, 17 de Setembro de 2008

A SÉTIMA FACE DO DADO


Na terceira segunda-feira de Setembro, a confraria Degusta visitou a microcervejaria Dado Bier, em Porto Alegre. A convite do amigo mestre-cervejeiro Carlos Bolzan, degustamos os três mais recentes dos sete rótulos: as premiadas Belgian Ale e Ilex, e a American Brown Ale. Aliás, essa última, a A.B.A. ainda não tem rótulo, pois até que esse fique pronto, segue vendida apenas na versão chope em barril. A fábrica de cerveja da Dado Bier é abrigada no histórico prédio das caldeiras, construído em 1916, no antigo complexo Renner, industria que teve até time de futebol, já extinto, que venceu o campeonato gaúcho de 1954 - o famoso “Papão de 54” – desbancando os dois rivais Porto Alegrense e Internacional. A estrutura da microcervejaria atende uma produção mensal de 60.000 litros e pode engarrafar uma garrafa a cada 2,5 segundos – que dizer que, no tempo da leitura dessa matéria, daria para encher a mesa de garrafas de cerveja... Continue lendo!
.
.
.
.

Já citei as três cervejas degustadas, nesse Degusta, aqui no TELECERVEJA. Todavia, não traduzi, em palavras, a minha opinião sobre a ABA - como eu gosto de me referir à Dado Bier American Brown Ale. Está certo de que experimentei a versão atual, em chope, ou seja, cerveja não pasteurizada, mas de qualquer forma, mesmo que isso seja uma vantagem, essa cerveja é muito apreciável. O projeto surgiu de uma
Free Beer, e com a teleparticipação da Cilene Saorin, o Bolzan desenvolveu o seu entendimento para esse estilo impar no Brasil.
.
.
.
.

.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
Visualmente dotada de uma coloração âmbar e espuma consistente, podemos atestar a boa carbonatação pela leve sensação do corpo gaseificado. Buquê de lúpulo aromático, e conseqüente retro-gosto amargo, onde o gole inicia adocicado e culmina na percepção de álcool. Boa beberibilidade, que condiz ao estímulo de “quero mais”. Na onda da harmonização de cerveja com música, eu sugiro a dobradinha: apreciação da ABA, ao som de ABBA Gold, Gimme! Gimme! Gimme!