quarta-feira, 26 de julho de 2017

CERVEJA EM CÁPSULA


Nova chopeira da Heineken prepara cerveja a partir de cápsulas

The Sub, novo equipamento da cervejaria, se assemelha a máquinas de espresso e disponibiliza quatro rótulos diferentes

As máquinas de espresso em cápsulas são uma unanimidade entre os apreciadores de café, independentemente de marcas e tipos. Agora, os cervejeiros serão contemplados com o conceito graças ao novo projeto da Heineken, The Sub. 

A chopeira segue a mesma funcionalidade de uma nespresso ou similar: basta encaixar um recipiente dentro dela e lacrar. Em pouco segundos, ela refrigera o líquido na temperatura ideal e despeja no seu copo, com direito a colarinho e tudo.
https://youtu.be/AfXCANZXxIQ
O mais interessante é que a The Sub chega ao mercado disponibilização a Heineken e mais três rótulos da cervejaria holandesa: Desperados, Birra Moretti e Affligem. Cada torp, como são chamados, rende dois litros de cerveja e têm validade de até 15 dias após abertura do lacre. 


Por enquanto, a chopeira está em fase de pré-venda, mas deve chegar em alguns países da Europa nos próximos meses. Ainda não há informações sobre a chegada do equipamento ao Brasil.

Fonte: Globo.com

sexta-feira, 16 de junho de 2017

FRUTADA

66% da população do Sul do país consome frutas mais de quatro vezes por semana
  • Pesquisa da Cervejaria Colorado, desenvolvida pelo Instituto Qualibest, mostra que 90% das pessoas consomem frutas apenas ‘in natura’, enquanto 30% das frutas nem chegam ao ponto de venda por não estarem esteticamente perfeitas.
  • Levantamento faz parte do da campanha “Sabor é Cego” criado pela marca para provocar a população a um novo olhar para esse alimento e combater o desperdício
Uma pesquisa online realizada pelo Instituto Qualibest, em âmbito nacional, revelou a percepção das pessoas em relação ao consumo de frutas no país. Na região Sul, por exemplo, 66% dos respondentes declaram consumir frutas mais de quatro vezes por semana, mas o primeiro requisito de escolha para compra não é o sabor: é a aparência. 89% dos respondentes optam por frutas esteticamente perfeitas, por acreditarem que isso mostra qualidade e padrão.
Outro importante insight mostrou que a população brasileira tem pouco conhecimento sobre frutas nativas e consomem com mais frequência as tradicionais bananas, maçãs, peras e abacaxis.
A pesquisa ainda mostra que supermercados e hipermercados são o principal local de compras de frutas, e quando há a possibilidade de comprar direto do produtor, o critério qualidade e padrão é mantido.
Exemplos de sabores menos conhecidos são algumas das frutas usadas nas novas cervejas da Colorado, uma das pioneiras em cerveja artesanal no país, que traz uma linha de cervejas frutadas com caju, uvaia, graviola e frutas vermelhas brasileiras (amora-do-mato; cereja-do-rio-grande e grumixama).

Caju:  seu cultivo é muito comum no nordeste do Brasil e está entre as frutas nativas mais conhecidas. Sua colheita é realizada de agosto a janeiro. E da mistura de uma White IPA com o caju, a Colorado criou a cerveja Nassau (nome em homenagem a Mauricio de Nassau).
Uvaia: mais frequente no sul do país, é muito cultivada em pomares domésticos. De aparência alaranjada e aveludada, tem sabor suave e é rica em vitamina C, frutifica de setembro a janeiro. É usada na receita da Colorado para uma Session IPA, e é chamada de Eugênia, nome científico da Uvaia.

Graviola: ainda considerada nativa mesoamericana, foi adotada em terras tropicais. Podendo pesar até oito quilos, tem sabor agridoce e toque cítrico. Sua colheita é feita de dezembro a abril. A Cervejaria casou a maciez da Cream Ale com o agridoce da graviola e nasceu a Murica, uma homenagem ao nome científico da Graviola, Annona muricata.

Frutas vermelhas brasileiras: a união da amora-do-mato, cereja-do-rio-grande e grumixama, frutinhas de coloração que varia de vermelho para roxo-escuro, vermelho para negro, são comuns em quintais brasileiros, apesar de muito desconhecida pelos respondentes da pesquisa. Frutificam de outubro a dezembro, sendo a grumixama mais rara e de colheita possível de novembro a dezembro. Foram misturadas pela Colorado para criar a Fruit Beer Rosália, que recebe esse nome pelo consumidor mais assíduo do alimento, o mico-leão-dourado, ou Leontopithecus rosalia.

Desde que surgiu, a marca traz um toque de brasilidade em suas cervejas. Água, malte, lúpulo e levedura ganham diversas releituras, inspiradas na diversidade de ingredientes que o Brasil possui. E é seguindo essa lógica que a Colorado buscou na biodiversidade do país frutas para sua nova linha de cervejas e despertou para a questão das frutas brasileiras, representantes da biodiversidade do país e que são, praticamente, esquecidas e desperdiçadas. Tanto que 30% das frutas nem chegam ao ponto de venda por causa de sua aparência e 92% das pessoas as consomem apenas in natura, não aproveitando outras utilizações como receitas de geleias, sucos, bolos e até cervejas.
A Colorado então decidiu convidar as pessoas para outra visão das frutas, mostrando que todas elas têm potencial e sabor. As feias, as bonitas, as que ninguém conhece. E criou “O Sabor é Cego”, uma grande iniciativa para que mais pessoas entendam a importância das frutas e valorizem a nossa biodiversidade. Vídeos online, posts, ações de rua e até uma plataforma de crowdfunding fazem parte da iniciativa, convidando o consumidor a apoiar, junto com a marca,  pequenos produtores e projetos que priorizam frutas.


Novas cervejas frutadas da Colorado

*Fonte: Embrapa

Sobre a Cervejaria Colorado
Desde sua fundação, em 1996, a Cervejaria Colorado vem misturando os mais legítimos sabores brasileiros. O malte e o lúpulo rigorosamente selecionados são combinados com ingredientes especiais, escolhidos a dedo, como café, rapadura, mandioca e mel, formando sabores inusitados e mundialmente brasileiros. Junto com tudo isso, adicionamos uma boa dose de ousadia, originalidade, colaboração e tradição da cerveja artesanal. Tudo isso faz dos rótulos da Cervejaria Colorado premiados no mundo inteiro.
A receita do sucesso é não ter receita pronta. É acreditar nos sabores e na identidade brasileira para produzir cervejas interessantes, emocionantes e deliciosas como o Brasil.

Fonte da matéria: KOI comunicação

terça-feira, 18 de abril de 2017

DICA QUENTE!

DICAS DE SEGURANÇA PARA A PRODUÇÃO DE CERVEJAS ARTESANAIS

Produtores de cerveja devem usar corretamente o GLP para evitar acidentes
As cervejas artesanais têm atraído cada vez mais consumidores interessados em degustar os variados rótulos disponíveis no mercado. De acordo com a Associação Brasileira de Bebidas (ABRABE), o país conta com cerca de 200 microcervejarias, além de vários amantes da bebida que produzem suas próprias cervejas. Como o gás liquefeito de petróleo (GLP) é um importante aliado nesse processo, a Liquigás Distribuidora – empresa líder no mercado brasileiro de botijões de gás de até 13 Kg – destaca algumas dicas para a produção de cervejas com segurança e qualidade.
Na fabricação das cervejas artesanais, o GLP é utilizado no processo de brassagem, que converte o amido dos grãos em açúcares, por meio do cozimento do malte. Esta é uma etapa de extrema importância para os cervejeiros e requer atenção com a temperatura da água. O alto poder calorífico do GLP e a possibilidade de controle da temperatura garantem a qualidade exigida pelos produtores.
Dependendo do volume de fabricação de cerveja, o fabricante pode optar por utilizar os botijões de 8 ou 13 kg, comercializados pela rede de revendas autorizadas Liquigás, ou uma central de GLP, instalada e dimensionada pela própria distribuidora, de acordo com a necessidade de consumo, tamanho do empreendimento e volume de produção.

Cuidados com a instalação dos botijões
Um item de extrema importância a que os produtores de cervejas, principalmente os caseiros, devem se atentar é o uso de reguladores, necessários em todas as instalações de GLP, visto que o gás contido nos botijões encontra-se sob pressão superior à de trabalho dos fogões. A função do regulador é justamente adequar a pressão para garantir o perfeito funcionamento nos aparelhos de queima.
A escolha do regulador adequado deve levar em conta o tamanho do botijão ou cilindro, o tipo de queimador do fogão e os acessórios instalados. Eles também dispõem de um sistema de segurança que bloqueia a passagem do gás caso ocorram variações indesejadas ou acidentais de pressão. Além de garantir segurança ao processo, o regulador possibilita uma chama constante e uniforme, e um maiorrendimento do equipamento de cocção utilizado, seja ele um fogão de grande porte ou um equipamento de uma boca.
Em caso de dúvidas sobre qual regulador utilizar, o consumidor deve buscar informações com os fabricantes dos fogões, nas revendas ou com a equipe técnica da distribuidora.

Dicas de segurança
Confira mais algumas dicas para garantir a segurança na fabricação artesanal de cerveja:

Onde armazenar o recipiente
• Coloque o recipiente sempre em locais ventilados, para facilitar a dispersão do gás em caso de vazamento;
• Nunca armazene o botijão em compartimentos fechados (armários, gabinetes, vãos de escada, porões etc.);
• Nunca coloque o botijão próximo a tomadas, interruptores e instalações elétricas (mantenha distância mínima de 1,50m);
• Nunca instale o botijão próximo a ralos ou grelhas de escoamento de água (mantenha distância mínima de 1,50m). Por ser mais pesado que o ar, o gás pode se depositar nesses locais em caso de vazamento. Assim, qualquer chama ou faísca poderá provocar um acidente;
• O botijão não deve ficar confinado. Ele deve ficar, de preferência, do lado de fora da cozinha, em local arejado, coberto e protegido das intempéries.

Troca do botijão
• Antes de trocar o botijão, certifique-se de que todos os botões dos queimadores do fogão estejam desligados;
• Nunca efetue a troca do botijão na presença de chamas, brasas, faíscas ou qualquer outra fonte de calor;
• Nunca role o botijão. Transporte-o sempre na posição vertical;
• Retire o lacre de segurança do botijão antes de instalar o regulador. Use apenas as mãos;
• Retire a etiqueta e leia atentamente as instruções para o correto manuseio do produto. Além das dicas de segurança, a etiqueta também contém informações sobre a empresa responsável pelo envase e distribuição do botijão. Guarde-a para consultas futuras;
• Retire o regulador de pressão do gás do botijão vazio e, em seguida, encaixe e rosqueie sobre a válvula do botijão cheio;
• Use apenas as mãos. Não utilize ferramentas como martelo ou alicate;
• Antes de trocar o botijão, examine sempre as condições de conservação da mangueira e do regulador de pressão de gás, verificando constantemente o prazo de validade, que é de cinco anos.

Instalações sem risco
• Após instalar o botijão, sempre faça o teste de vazamento, passando espuma de sabão ao redor da conexão da válvula de saída de gás e do regulador de pressão de gás;
• Se surgirem bolhas, repita a operação de instalação. Se o vazamento continuar, desconecte o regulador de pressão de gás e verifique se existe vazamento na válvula;
• Caso o vazamento continue, leve o botijão para um lugar ventilado, deixando o regulador de pressão de gás desconectado e chame a assistência técnica do seu fornecedor de gás;
• Não instale o fogão onde há corrente de ar que possa apagar a chama e causar vazamento de gás;
• Jamais passe a mangueira por trás do fogão. Se for necessário alterar a posição de entrada de gás, chame profissionais credenciados pelo fabricante do fogão.

Fonte: @sp4com

quarta-feira, 5 de abril de 2017

SKOLORS





SKOL comemora fim do verão sem estereótipos com um brinde ao respeito

A marca substitui seu tradicional amarelo e veste todas as cores em edição especial de latas que simulam os tons da pele e ressaltam a pluralidade

Neste verão, SKOL fez a todos um convite: Sair da mesmice, da inércia, do discurso antigo. Abrir a cabeça para todas as cores do mundo e suas belezas. A cerveja, convidou seu público a junto com ela romper o senso comum da categoria e colocar em prática a defesa pela pluralidade e, principalmente, pelo respeito.

E, para celebrar o fim da estação mais plural de todos os tempos, SKOL, inspirada por seu filme Viva a Diferença, lança a edição limitada das latas SKOLORS, com 5 tons diferentes, que representam a diversidade e a beleza de cores que todos nós, juntos, formamos. Porque acredita que a beleza do mundo está em seu colorido e em se permitir a descobrir novas cores todos os dias.

A ação teve consultoria do Coletivo MOOC, de arte, música, audiovisual e moda. Mais que um grupo, o coletivo se descreve como um movimento que pretende influenciar as pessoas à novos olhares e diferentes pontos de vista e, sem aceitar estereótipos, utilizar de meios criativos para expressar o lifestyle dos negros no Brasil.

“A nossa pele é uma só. Não importa o seu gênero, sua cor, sua classe social, somos todos feitos da mesma coisa. Somos essa diversidade de contrastes e texturas. Somos um só e vários ao mesmo tempo. Somos únicos e somos essa mistura de tudo. É essa a proposta deste projeto. É explorar a beleza dessa diversidade em todos os sentidos. É brindar às nossas diferenças. Não importa sua pele, não importa a cor da lata, a essência é única e é de todos”, comentou Catarina Martins, integrante do coletivo.

A edição limitada de latas é mais uma das ações que SKOL tem realizado em prol do respeito, ponto em comum em toda a comunicação e posicionamento da marca no último ano. 

“O mundo evoluiu e, como líderes de mercado, precisávamos evoluir junto. Nós de Skol queremos valorizar a pluralidade e incentivar uma vida sem preconceitos e isso tem se refletido em todas as nossas ações e campanhas. No carnaval amplificamos a ação Apito de Respeito e distribuirmos mais de 60 mil apitos para mulheres em todo o Brasil se protegerem de possíveis assédio. No Dia da Mulher lançamos o Reposter, em que convidamos oito ilustradoras para redesenharem antigos pôsteres de SKOL que tinham mulheres estampadas de uma forma que não representa mais o posicionamento da marca. Os nossos filmes de verão incentivaram a aceitação do diferente e de si mesmo. As latas chegam para brindar esse momento de transformação e respeito. Nas redes de SKOL, será possível criar uma lata digital personalizada. Uma ferramenta especial identificará o tom de p em que o mundo e a SKOL estão vivendo. Por fora, a beleza do diferente e por dentro, todos iguais”, explica Maria Fernanda de Albuquerque, diretora de marketing de SKOL.
ele do usuário na foto de perfil e cria uma lata única para ele. Um sistema randômico colocará a lata do usuário brindando com outro tom de pele e a foto poderá ser compartilhada nas redes sociais.

O projeto, ou melhor, o movimento SKOLORS, ganhará ainda um filme com direção artística do Coletivo MOOC em parceria com  F/Nazca Saatchi & Saatchi, agência que concebeu e produziu a ação.

O kit com as cinco latas mais uma de SKOL original, estará à venda no site www.skol.com.br/loja, a partir do dia 04 de abril e durará enquanto houver estoque. 

Link com imagens da campanha que será lançada: https://fsend.fnazca.com.br?id=7jxn99qnckrrhqf32s1z

Fonte: @inpresspni

sexta-feira, 17 de março de 2017

Os Copos


A partir de hoje, 17/03/17, Dia de São Patrick, em que o TELECERVEJA completa nove anos, publicaremos as tirinhas d'Os Copos.
Aprecies sem moderação!



Viva, glorioso São Patrick!

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

MESTRE!

Bela matéria do amigo Daniel Wolff, da Mestre-Cervejeiro.


GLOSSÁRIO CERVEJEIRO: TERMOS QUE AMANTES DA CERVEJA PRECISAM CONHECER

O desenvolvimento da Cultura da Cerveja no Brasil vem enriquecendo o vocabulário dos apreciadores

Até pouco tempo atrás as pessoas escolhiam cervejas dividindo entre claras e escuras. Hoje a Cultura da Cerveja está em plena expansão no Brasil, ganhando profundidade e complexidade, e com isso surgem termos mais específicos que até então não faziam parte do vocabulário dos apreciadores. Por isso o Mestre-Cervejeiro.com montou um pequeno glossário com alguns dos termos mais comumente encontrados no rico universo cervejeiro.

“Alguns termos podem causar estranheza ou até mesmo rejeição por falta de conhecimento sobre os variados termos cervejeiros. A transmissão de informação pode ajudar a abrir as portas deste rico universo para os apreciadores”, afirma o sommelier de cervejas e diretor da rede de franquia Mestre-Cervejeiro.com.

Confira abaixo alguns dos principais termos cervejeiros e boa degustação!

ABV: Sigla de Alcohol by Volume, "Álcool por Volume" em inglês. É definido como o volume em ml de etanol puro em 100 ml de uma solução a 20°C. Ou seja, uma cerveja com 10% de ABV contém 10 ml de etanol puro a cada 100 ml de cerveja.

Adjunto: No contexto de produção de cervejas, considera-se adjunto qualquer ingrediente que não seja água, malte, lúpulo ou levedura. Quase tudo pode ser um adjunto: grãos não maltados, açúcares, frutas, flores, ervas, especiarias etc.

Ale: Uma das três grandes famílias cervejeiras. Agrupa todos os estilos produzidos com leveduras Ale (também conhecidas como de alta fermentação), geralmente da espécie Saccharomyces cerevisiae. Esta levedura trabalha em temperaturas mais elevadas, entre 15 e 25°C e caracteriza-se pela produção de ésteres frutados.

Brassagem: Sinônimo de maceração dos maltes, etapa na qual os açúcares são extraídos dos grãos através da atuação de diferentes enzimas ativadas pelo aquecimento da água em diferentes temperaturas.

Brettanomyces: Gênero de levedura empregada na produção de alguns estilos de cerveja e vinho, "prima" das Saccharomyces que são mais comumente utilizadas. Produz ácido acético – considerado defeito em alguns estilos e desejável em outros – e compostos aromáticos com notas animais (couro, estábulo etc).

Carbonatação: Teor de gás carbônico (dióxido de carbono - CO₂) presente na cerveja.

Cervejaria cigana: Cervejaria que não tem fábrica própria, ou seja, terceiriza sua produção na fábrica de outra cervejaria.

Drinkability: Termo subjetivo usado para descrever o quanto uma cerveja é fácil de beber. Uma cerveja com baixo drinkability sacia ou torna-se enjoativa mais rapidamente do que uma com alto drinkability. Importante lembrar que este termo não reflete qualidade técnica ou sensorial, pois uma cerveja com baixo drinkability pode mesmo assim ser de excelente qualidade.

Dry Hopping: Técnica originada na Inglaterra e hoje muito utilizada em cervejas da escola americana. Trata-se da adição de lúpulo seco (por isso o termo "Dry Hop") nas etapas frias de produção.

Ésteres: Compostos químicos responsáveis pelos variados aromas frutados presentes caracteristicamente nos estilos belgas como Belgian Tripel, Belgian Dubbel e Belgian Dark Strong Ale. Podem remeter a diferentes frutas como banana, damasco, pêssego, banana-passa, figo, ameixas etc.

Fermentação: Processo no qual a levedura consome os açúcares fermentáveis do mosto, transformando-os em álcool etílico e gás carbônico (dióxido de carbono - CO₂).

Growler: Garrafão para transporte de cerveja. Geralmente feito de cerâmica, vidro ou aço inox. Existem growlers de diferentes capacidades, sendo o mais comum entre 1 e 3 Litros.

Helles / Heller: Hell significa "claro" em alemão. Portanto, a tradução de Munich Helles significa "Clara de Munique", assim como Heller Bock significa "Bock Clara". A variação no fim das palavras se deve à declinação dos adjetivos no idioma alemão.

Homebrewing: Prática de produção caseira de cervejas. Quem pratica este hobby é denominadohomebrewer, ou cervejeiro/a de panela.

IBU: Sigla de International Bitterness Unit. É uma escala para medir o amargor nas cervejas, sendo que 1 IBU = 1 mg de alfa ácido (α-ácido) isomerizado por Litro de cerveja.

Lager: Uma das famílias cervejeiras. As Lagers são também chamadas de cervejas de "baixa fermentação". Engloba estilos como Bohemian Pilsner, Schwarzbier, Doppelbock, entre outros.

Lambic: Uma das famílias cervejeiras. Trata-se de cervejas produzidas através de fermentação espontânea, com as leveduras presentes no ar. Engloba estilos como Gueuze, Faro e Kriek Lambic.

Levedura: Também chamada de levedo ou fermento. Termo genérico para as diversas espécies de fungos unicelulares responsáveis pelo consumo de açúcares fermentáveis – presentes no mosto de cervejas, vinho e massas de pão, por exemplo –, transformando-os em álcool etílico e gás carbônico (dióxido de carbono - CO₂). A origem da palavra vem do latim levare, que significa "crescer" ou "fazer crescer".

Lúpulo: Espécie de trepadeira que produz flores empregadas na fabricação de cerveja por serem ricas em uma resina que traz amargor e aroma às cervejas.

Malte: Matéria-prima rica em açúcares fermentáveis produzida a partir da germinação e secagem de diferentes grãos, geralmente cevada e trigo.

Maturação: Processo após a fermentação no qual a cerveja é mantida em torno 0°C por algumas semanas para sedimentar todas as partículas sólidas e "arrendondar" os sabores. Muitas vezes adjuntos como frutas, ervas e especiarias são adicionados nesta etapa, assim como o dry-hopping.

Mosto: Líquido resultante da maceração dos maltes e fervura dos lúpulos, rico em açúcares, que quando fermentado torna-se cerveja.

Off Flavor: Defeito sensorial encontrado nas cervejas devido à falhas de produção, armazenamento, transporte e/ou serviço.

Pasteurização: Processo de esterilização de alimentos como cerveja, leite e queijos, desenvolvido por Louis Pasteur em 1864. Consiste no aquecimento do produto abaixo de seu ponto de ebulição por alguns minutos e subsequente resfriamento.

Pint: Modelo de copo tradicionalmente utilizado em Pubs ingleses e, posteriormente, bares norte-americanos devido à sua grande capacidade e por ser facilmente empilhável. O nome vem de uma unidade de volume do Sistema Imperial Britânico referente a 1/8 de um galão. Os pints ingleses, chamados de Nonic Pint, tem capacidade de 568 ml, enquanto os pints americanos, chamados de Shaker Pint, tem capacidade de 473 ml. Esta diferença em volume reflete a diferença do volume de um galão nos sistemas imperiais de cada país, que é aprox. 20% menor nos EUA.

Refermentação na garrafa: Nas cervejas refermentadas na garrafa, também chamadas de condicionadas em garrafa (em inglês bottle-conditioned), ocorre um fermentação secundária dentro da embalagem. A cerveja é engarrafada sem ser filtrada e, quando necessário, com uma pequena carga adicional de açúcares (priming). Neste processo as leveduras continuam trabalhando após o envase, gerando naturalmente mais gás carbônico. Geralmente são cervejas bem carbonatadas e quase sempre apresentarão sedimentos no fundo da garrafa. Este processo é muito comum em cervejas belgas.

Reinheitsgebot: Nome em alemão da Lei de Pureza Alemã, promulgada em 1516 pelo Duque Guilherme IV da Baviera. Determinava que apenas três ingredientes eram permitidos na produção de cerveja: água, malte e lúpulo. Está em vigência até hoje, com diversas atualizações como a inclusão da levedura, na época desconhecida.

Saccharomyces: Nome científico do gênero de leveduras responsáveis pela fermentação da maioria das cervejas.

Session: As cervejas Session (não confundir com Saison, que é um estilo da escola Belga) são versões de qualquer estilo, mantendo-se as demais características como aromas e gostos, porém com teor alcoólico reduzido. É possível produzir uma cerveja Session a partir de qualquer estilo, como por exemplo Session IPA, Session Pilsen ou Session Porter. Até mesmo Session Saison!

Single Hop: Termo que pode ser traduzido como "Lúpulo Individual". Refere-se a cervejas que utilizam apenas uma variedade de lúpulo em sua receita.

Sommelier ou Sommelière: Profissional especialista sobre a história, características sensoriais, harmonizações e serviço dos diferentes estilos de cerveja. Existem também Sommeliers (homens) e Sommelières (mulheres) de outras bebidas como vinho e chá.

Turbidez: Redução da transparência de um líquido. Nas cervejas é comum encontrar turbidez devido a presença de leveduras (por não serem filtradas) e partículas de lúpulo (geralmente quando emprega-se a técnica de dry hopping) em suspensão. Em alguns casos pode ocorrer também devido ao Chill Haze("Turbidez a frio" em inglês).

Para ver o Glossário completo e conhecer outros termos, acesse: http://www.mestre-cervejeiro.com/glossario-de-termos-cervejeiros/

quinta-feira, 16 de junho de 2016

A CERVEJA DENOREX







Não é mais novidade pra ninguém que o mercado da boa cerveja alcançou um ponto que talvez fosse inimaginável para muitos apreciadores no passado. Difícil prever naquela época, que no futuro teríamos tamanha oferta de estupendas cervejas com uma profusão de estilos e, consequente engrandecimento do mercado cervejeiro. O espaço nas gôndolas dos supermercados acompanhou esse crescimento, onde antes haviam seções especializadas apenas a vinhos agora a cerveja ganha respeito. Surgimento também de bares exclusivamente dedicados a essa bebida, com carta de cervejas, espalhados pela cidade, e mesmo nos botecos mais chinfrins se encontra uma opção melhor do que as tradicionais “Pilsens abrasileiradas”.







Todavia, às vezes toda essa emergente efervescência foge ao sustentável! O sucesso de determinadas microcervejarias artesanais é tamanho que estão enlatando chope (cerveja não pasteurizada). E o que tem isso de errado? Ora, inicialmente do ponto de vista da identidade visual do produto artesanal, uma lata de alumínio já descaracteriza a peculiaridade do processo, ainda que a experiência do apreciador perde a beleza de, por exemplo, trabalhar o sedimento cervejeiro no serviço ao copo. De outra ordem, se entendermos que tecnicamente a lata substitui a garrafa de vidro no quesito da facilidade do transporte e estocagem porque o casco é frágil, o que pensar da lata de chope que precisa ser mantida gelada para não explodir? É um passo para frente na direção errada... “Solução de perro com choro libre”!



Algo muito criticado sempre foi o desserviço de “entendidos” em cervejas especiais, que cometem “equívocos” em seus ensinamentos. Coisa do tipo “Cervejas pretas são fortes e só se bebe no inverno”, até pérolas como “Cervejas de trigo levam banana e cravo em sua receita”. Se forem repercutidas por algum “beer sommelier” de correspondência, vulgos “zitochatos”, perdoamos e entendemos. Na verdade, em muitos casos não há má intensão, e sim ao contrário, são apreciadores impulsivos e muito deslumbrados com a novidade. Entretanto, não dá para aceitar quando vemos erros oriundos de grandes oligopólios cervejeiros – e não venham se justificar que é “culpa do ‘marketing’...”! Um exemplo disso é a linha da repaginada Brahma Extra. Protagonista no passado que hoje não passa de uma coadjuvante! O que dizer de uma cerveja que, dentro de seu ‘set’ com Weiss e Red Lager, vende a mensagem de um estilo chamado Lager? Que os acadêmicos me corrijam, mas para mim essa adaptação só prejudica o entendimento dos iniciantes... #ficaadica!

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