quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

ERDINGER URWEISSE


Recebemos da importadora
Bier & Wein a bem-vinda informação do lançamento de uma nova cerveja de trigo da Erdinger, líder mundial no estilo. Como, ainda não a provamos, tampouco a encontramos no sítio da própria cervejaria, achamos por bem, publicar na íntegra a resenha enviada pela B&W, que segue:




Maior especialista global em cerveja de trigo, Erdinger lança versão feita com receita clássica da fundação da cervejaria e que carrega os traços típicos de identidade de uma cerveja Weissbier: refrescância e ricas notas de cravo e banana.

A cervejaria Erdinger inova e mais uma vez surpreende os amantes de cerveja de trigo, lançando uma versão de personalidade e com toda tipicidade de uma clássica cerveja de trigo bávara. A especialidade acaba de chegar ao Brasil, trazida pela Bier & Wein Importadora. Erdinger Urweisse é uma cerveja de alta fermentação, com 5,2% de teor alcoólico e 12,6º de extrato primitivo, com notas ricas de cravo e banana, produzida com a receita original da cervejaria, datada de sua fundação em 1886.

Enquanto a Erdinger Tradicional é feita com uma exclusiva fermentação híbrida¹ e conquista os mais diversos tipos de apreciadores de cerveja – sendo hoje a cerveja de trigo mais consumida e conhecida do mundo - a Erdinger Urweisse é direcionada aos amantes de cervejas de trigo, que buscam a tipicidade deste estilo. Trata-se de uma versão que certamente vem para surpreender. Além do sabor típico e de seguir os rígidos padrões de qualidade e pureza, a Urweisse também traz em sua embalagem referências de tradição: garrafa modelo “Euroflasche” de 500ml, rótulo antigo e copo que lembra aqueles produzidos artesanalmente, soprados um a um.



Afinal, qual a diferença?


Este lançamento, não somente complementa o portfólio da cervejaria - que já era o maior em cervejas de trigo - mas também deixa clara a proposta de cada uma de suas versões. A Erdinger Tradicional se destaca e se distingue das demais cervejas de trigo do mercado por ser a única com exclusiva refermentação na garrafa utilizando leveduras de baixa (tipo Lager). Este processo incomum em cervejas de trigo, confere um paladar único, extremamente equilibrado e com alto drinkability². Já a Erdinger Urweisse, produzida apenas com o processo de alta fermentação nos tanques (não é refermentada na garrafa), mantém as características típicas de uma cerveja Weiss, com aroma e paladar complexos, rico em notas frutadas.


“Com a Urweisse, além de ampliarmos nosso portfólio para um mercado ávido por novidades, reafirmamos nossa posição e competência como especialistas em cervejas de trigo”, afirma Werner Brombach, proprietário da cervejaria.



A casa das cervejas de trigo


A Baviera sempre foi a “casa” das cervejas de trigo. Detém 90% do mercado mundial deste estilo e produz em torno de 1.000 tipos de cervejas de trigo. Nesse mercado, a Erdinger tece sua grande influência: disseminou o conhecimento e consumo deste estilo não apenas para outras regiões da Alemanha, como no mundo a fora e ainda produz exclusivamente cervejas de trigo, que por sua refrescância e corpo, conquistam a cada dia mais e mais apreciadores.


(1): A Erdinger Tradicional (disponível nas versões Clara, Dunkel, Pikantus, Sport, Oktoberfest ou Schneeweisse) é a única linha de cerveja de trigo disponível atualmente no mercado brasileiro que utiliza duas fermentações distintas, sendo a primeira fermentação alta (nos tanques) e a segunda, baixa (refermentação na garrafa). Este processo confere à marca Erdinger um paladar único, extremamente equilibrado e excelente “drinkability”.

(2): Drinkability = capacidade de beber em grandes quantidades. Ou seja, uma cerveja de fácil consumo e que não satura o paladar.
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EM TEMPO: Conforme o comentário do Pedro Braga, o endereço do sítio da Erdinger Urweisse é http://www.erdinger-urweisse.de/, e ela já havia sido lançada na Alemanha, até onde se sabe, no ano passado.
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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

WEISS, AONDE?

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No verão, junto ao período de férias, grande parte do país ruma à praia no melhor estilo da letra “Nós Vamos Invadir Sua Praia”, do Ultraje a Rigor. Época de muita festa, e de grandes festivais musicais, como o Planeta Atlântida. Todavia, na arrasadora maioria das vezes, a qualidade dos serviços que temos em nossa cidade de origem não é mantida no litoral. Embora, crie-se em cada um de nós um comportamento de maleável adaptação frente a essas inconveniências, uma delas, esse editor que vos escreve não consegue admitir: cerveja de baixa qualidade. Pode parecer arrogância e/ou destempero de minha parte, mas após ter lido a carta de bebidas de um cruzeiro espanhol que navega na costa do sudeste e nordeste brasileiros, eu me negaria a tal passeio (se fosse de graça eu iria!). Os serviços da embarcação são pré-pagos, ou seja, toda a copa é livre – antecipadamente paga, porém, em meio a vinhos e espumantes da melhor qualidade espanhola, e uísques e outros destilados das marcas mais caras, a cerveja é... Skol e Brahma Chopp! A minha crítica não é referente a esses dois produtos da Ambev, mas sim à falta de conhecimento em cerveja. Se for para equilibrar, mantendo a mesma empresa, que sirvam a linha de cervejas belgas e alemãs importadas pela Inbev, ou, mantendo a nacionalidade brasileira, que substituam as cervejas apresentadas no cardápio pela linha especial da Bohemia. Já seria um avanço...

Voltando-se ao Atlântico sul, se tu estiveres com dificuldades de encontrar uma boa cerveja no litoral norte gaúcho, aí vai uma teledica: no
Riversides Shikki de Atlântida tem chope Nova Schin, Baden Baden Cristal, e Baden Baden Weiss.

Se tu souberes de outra dica de boa cerveja, na vasta costa brasileira, agregues em teu comentário!


quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

TEGESTOLOGIA


O tegestólogo - colecionador de portacopos de cerveja - Marcio Ehrlich nos enviou uma mensagem divulgando o seu sítio que compõe um catálogo de bolachas, ou seja, não se trata de biscoitos chatos, mas sim de portacopos. Assim, o projeto que se chama “
Bolachas Brasileiras” soaria melhor, em nossa opinião, se fosse entitulado “Portacopos Brasileiros”. Todavia, independente de nossa preferência nominal, o Marcio é merecedor de honras ao mérito de constituir um ótimo guia, tanto a colecionadores, quanto a apreciadores de cerveja pois, além de todo o acervo gráfico e visual dos portacopos, existe uma lista atualizada com endereços de microcervejarias brasileiras. E, se tu quiseres começar ou aumentar a tua coleção, o Bolachas Brasileiras também dispõe de um segmento que apresenta portacopos sobressalentes, assim como fazemos na nossa página de colecionáveis cervejeiros para venda Cervejoteca Stephanou. Comeces a juntar as “bolachas” dos bares...

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

50 CENTAVOS

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No final do ano passado, ao menos em Porto Alegre, os apreciadores de Heineken tiveram uma boa oportunidade para aumentar os estoques dessa “verdinha” em seus cervejários. A Vonpar, distribuidora dos produtos Coca-Cola/Kaiser no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, em parceria com as conveniências Am Pm dos postos Ipiranga estavam ofertando a lata de Heineken por R$ 1,19 – preço abaixo da média nacional. Nós que consideramos a Heineken a melhor opção em cerveja industrial “de linha” do Brasil, obviamente, compramos algumas caixas. Porém, temos uma larga preferência a consumir cervejas em garrafa. Já que pagamos, normalmente, R$ 1,69 pelas “long necks” de Heineken, entendemos, à primeira vista, que a economia de 50 centavos por unidade valeria a troca de embalagem. Assim, surgiu, mais uma vez, em nossa mente, a repetitiva pergunta: Cerveja em garrafa e lata têm diferença? Vamos tentar justificar algumas teorias – teoria porque esse tema é bastante polêmico.

Inicialmente, respeitamos o gosto particular, onde nem todo apreciador cervejeiro compartilha com a ideia de que uma cerveja amarga como a Heineken seja a melhor opção entre as “volumosas”. Pois bem, nos atendo meramente às transformações que a cerveja pode sofrer sendo encapsulada em garrafa ou lata, listamos algumas perguntas e respostas, frequentes, ao tema:

A cerveja produzida numa cervejaria é igual para garrafa e lata?
Sim. Sendo a mesma marca (receita e estilo), na fase de envasamento (engarrafamento e enlatamento), a cerveja é a mesma, salvo se for chope - que não é pasteurizado.

Quais as diferenças entre garrafa e lata?
As principais e pertinentes diferenças entre garrafa e lata são a carbonatação, e a translucidez. Já que a garrafa tem escape de gás carbônico, não sendo totalmente impermeável, nas cervejarias de grande porte ela recebe uma carbonatação adicional (cerca de 10%) que aumenta a pressão interna da garrafa, garantindo a qualidade da cerveja por mais tempo e, por sua vez, potencializando as suas características intrínsecas. Por outro lado, a garrafa tem um grau de translucidez que é prejudicial à cerveja quando não a protege da luz. O lúpulo é o ingrediente que mais sofre com a ação da luz, produzindo um gosto indesejável à cerveja. Esse é o motivo do uso de cascos âmbares (marrons), que funcionam como um “insul-film”. No caso da Heineken que utiliza a garrafa verde, mais diáfana, ou outras cervejas engarrafadas em cascos azuis ou até mesmo transparentes, a explicação está na resistência de seus ingredientes (geralmente o lúpulo) à sensibilidade à luz.

É verdade que o gosto metálico da cerveja vem do alumínio da lata?
Não. A lata de alumínio é inerte à cerveja, assim como o vidro da garrafa. O que pode acontecer, entre outras ações patológicas, é a cerveja tenha sofrido oxidação que desenvolve um gosto “metálico”.

É verdade de que a área menor de superfície oxidante (em contato com o ar) da garrafa em relação à da lata, estando ambas na vertical, favorece a garrafa?
Não. Essa pequena diferença, ainda mais dentro da embalagem não faz diferença. O único cuidado que se deve ter é de guardar as garrafas em pé, pois a tampa não é totalmente impermeável.

Cerveja em lata é melhor do que em garrafa, pois gela mais rapidamente?
Não. Tal diferença é irrelevante à essa avaliação. A maior condutividade térmica do metal em relação ao vidro, realmente gela mais rapidamente a cerveja em lata, mas deve-se tomar cuidado com o choque térmico no resfriamento acelerado.


Existe muita controvérsia entre as diferenças e preferências entre a cerveja em garrafa ou lata, desse modo gostaríamos de saber a tua opinião.
O TELECERVEJA fez o esse teste cego com a Heineken, desconsiderando diferenças de transporte e estocagem, adquirindo os dois tipos de embalagem no mesmo local. Assim, obtivemos o esperado resultado onde reside a nossa opinião.


HEINEKEN lata (350ml)

APARÊNCIA
Coloração dourada, pouco clara demais. Translúcida. Creme aerado, e de pequeno volume inicial. Resiste uma singela camada de espuma.

PRESSÃO
Média pressão com espuma volúvel.

AROMA
Percebemos um aroma de álcool (5,0% APV) e discretos lúpulo (convencional) e pão (malte).

SABOR
Embora normal para a cerveja, sentimos o lúpulo intensamente na espuma. No líquido sentimos mais o sabor do álcool do que o de lúpulo. O sabor do malte não apareceu.

CORPO
Leve demais e – acreditem! - um pouco frisante. A amostra, no copo, não parou de borbulhar.

IMPRESSÃO GERAL
Pior Heineken que provamos. Talvez seja fruto da teoria da conspiração. Ao preço oportuno de R$ 1,19, será que era Heineken, mesmo?


HEINEKEN garrafa (355ml)

APARÊNCIA
Coloração dourada brilhante. Creme de grande a médio volume.

PRESSÃO
Boa pressão. Espuma densa e cremosa.

AROMA
O característico aroma do lúpulo utilizado pela Heineken se fez presente aflorando todo o local onde degustamos.

SABOR
Não sentimos o sabor dos 5% de álcool por volume. Para uma verdadeira Pilsen (especificamente Premium Lager), o potente amargor resistiu do gole ao retro-gosto.

CORPO
Corpo suave, mas equilibrado. Carbonatação na dose certa, embora sentimos um tremor desconfortável na ponta da língua.

IMPRESSÃO GERAL
Verdadeira Heineken. A melhor cerveja industrial “de linha”, ainda pura, e agora, com tampa-rosca!




CONCLUSÃO
Com o teste cego, fica comprovado, sem qualquer interferência psicológica (preferência), que a cerveja – Heineken, pelo menos - em garrafa é melhor do que a em lata. Nós sempre preferimos o gosto da cerveja em garrafa, até por acharmos a embalagem mais tradicional e charmosa, pois gostamos de ver o líquido que bebemos - tanto é que dispensamos o uso de cervejela, até porque não se faz necessária quanto à conservação de temperatura. A garrafa, que tanto prestigiamos, só perderá para a lata quando faltar ou o assunto for economia. Nunca ficamos sem cerveja (em garrafa) estocada, para não corrermos o risco de comprarmos em lata. Por uma diferença de 50 centavos por unidade, conseguimos colocar Heineken, no lugar de Skol nas beberagens da família e amigos. Foi um pequeno passo para o cervejeiro, e um grande passo para o mercado!


Curtas o comercial da Heineken que está sendo divulgado em diversas mídias. Chamo à atenção ao detalhe no crédito final, em que as vogais ‘e’ da palavra Heineken, giram ao ouvir a abertura de uma GARRAFA! Cada ‘e’ com meio giro, faz alusão a uma “carinha” com sorriso, constituindo a identidade da marca.O TELECERVEJA se identificou com essas “carinhas” que acabou experimentando essa particularidade da marca...
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quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

MEU MEL

A nossa primeira avaliação de 2009 é para a Colorado Appia que degustamos no final do ano passado. Para muitos colorados, torcedores do Internacional, que desconhecem a referida cervejaria, o nome chama a atenção, mas quando os torcedores do co-irmão Porto Alegrense (Grêmio) visitam o sítio, logo se deparam com a lembrança do emblema - em forma de bola - do tricolor gaúcho, no logotipo de tele-entrega de chope.

Já comentamos
aqui sobre a Colorado Demoiselle, e a nossa opinião causou grande polêmica. O TELECERVEJA representa a opinião de seu autor, e já que agora tu podes tecer um comentário, agregue as tuas ideias.

Adquirimos a amostra, ou a garrafa, no Carrefour a preço módico. Somos grandes apreciadores de cerveja de trigo, e mesmo não sendo fãs de mel, entendemos como positiva a proposta da linha de cervejas Colorado que agrega ingredientes pindorâmicos em suas receitas. O estilo Witbier, que na nossa opinião é o que melhor define a Appia, norteou, ou para os gaúchos, sulou a nossa avaliação.


Colorado APPIA

APARÊNCIA
Belíssimas coloração âmbar e aparência turva. Creme de médio a grande volume e moderadamente persistente.

PRESSÃO
Boa pressão ao abrir, porém esperávamos uma espuma mais duradoura.

AROMA
Percebemos o mel, álcool (5,5% APV) e lúpulo. Lembra uma cerveja de trigo do tipo inglesa, onde o aroma não é tão saliente.

SABOR
Tendo o apelo do mel, sentimos falta do adocicado do malte, pronunciado pelo tipo de fermento, característicos das cervejas de trigo alemãs.

CORPO
Embora equilibrado, bem carbonatado e suave, poderia ser mais encorpado.

IMPRESSÃO GERAL
É uma boa cerveja. Evidentemente que não devemos nos ater muito rotulando-a em um determinado estilo. Essa é sem dúvida a maior polêmica em torno das cervejas Colorado. O que importa é que a Appia nos passa a vontade de degusta-la novamente e, apesar de identificarmos algumas insatisfações pessoais, como esperar um sabor mais marcante de mel, nós a recomendamos.
Experimentes e dê a tua opinião.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

ANO NOVO, VIDA NOVA


O ano novo começa, e o TELECERVEJA está de cara nova. Agora tu podes comentar as nossas matérias diretamente, onde a tua teleparticipação fica registrada. Tu poderás minimizar dúvidas, agregar conhecimentos, e dividir as tuas impressões com todos os telecervejeiros.

Já que a mais recente reforma ortográfica da língua portuguesa entrou em vigor agora no início do ano (o trema foi do final do ano passado), a minha idéia, ou melhor, ideia era juntar palavras do “Dicionário do Cervejeiro” que tenham sofrido alteração. Felizmente, a cerveja pouco sofreu com essa nova lei. Um gesto um pouco heróico, ou melhor, heroico de minha parte foi conseguir burlar a autocorreção (E, agora! Será assim que se escreve isso?) dos processadores de texto tipo Word, onde a palavra “tina-filtro” deverá ser “tinafiltro”, enquanto o trema permanece no idioma alemão, como nas palavras Märzen e Süd. Todavia parece que o respeito do governo à boa cerveja ficou em meias palavras. “Microcervejaria” não existie no Word, nem da maneira certa nem da errada, mas no vocabulário ortográfico do governo parece que, realmente, essa palavra não existe. No país que tem imposto para quase tudo, onde às vezes pagamos mais de uma vez um mesmo tributo, está sendo divulgado que o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) das bebidas frias aumentará até 15% ainda em Janeiro. Ainda mais no verão onde o consumo dessas, que são as cervejas e os refrigerantes, é maior. O detalhe é que o aumento no imposto assolará desproporcionalmente as cervejas mais caras, por sua vez, de maior qualidade. Sabe-se que as leis brasileiras aplicam as mesmas regras para as mega-indústrias que fabricam milhões de litros de cerveja, e assim abrem uma margem avassaladora de lucro frente às pequenas cervejarias ou microcervejarias consideravelmente artesanais. O resultado poderá ser o pretendido pelos grandes fabricantes, que entre uma espuma e outra visam atenuar o crescente mercado da cerveja especial no Brasil.
Vossas excelências, senhores deputados, vamos escrever certo por linhas retas!


Bom, para tentar descontrair nesse período de férias, já que começamos o ano com más notícias, resolvi postar esse vídeo que fiz em homenagem à cerveja Coruja, dos meus amigos Micael e Jesael Eckert, Rafael Rodrigues, e professor Carlos Lança, que está no
‘blog’ da Coruja!


quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

FÉRIAS!


Caro(a) leitor(a) telecervejeiro(a), lançado no dia 17 de Março desse ano, o TELECERVEJA nos trouxe muitas alegrias, sendo algumas registradas aqui. Subimos no balão da Heineken; nos vestimos de monge; usamos lente de contato da Skol (notes a que ponto chegamos!); degustamos muitas cervejas, algumas muito boas, outras nem tanto; e o mais importante: conhecemos pessoas incríveis. Essa pequena citação exprime de forma simbólica uma sintética retrospectiva desse diário cervejeiro, que agora entra em férias. Curtas, mas merecidas!

Entre o dia de hoje (dessa postagem) e o natal, estaremos navegando, mas não na grande rede, e sim no mar. Degustaremos todo o nosso cervejário (estoque de cerveja), e na volta, continuaremos dividindo contigo as nossas impressões. Nesse período tu poderás conferir duas matérias que irão ao ar na Sociedade Baden Baden.

Falando em cerveja – nem saímos de férias, ainda - recebemos um terno convite da querida Rita, para degustar a recém lançada da Dado Bier Stout Imperial, lá na
unidade Bourbon Shopping Country, em Porto Alegre. Como não tivemos tempo, antes de rumar para a praia do Rosa, em Santa Catarina, deixamos a dica pra ti, pois quando voltarmos, esperamos divulgar essa nova filha do nobre amigo mestre cervejeiro Carlos Bolzan, aqui no TELECERVEJA.
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Já voltamos!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

CERVEJA ESTILO TRI-GO... TRI GOSTOSA!


Foi publicado, no finalzinho do mês de novembro, lá na Sociedade Baden Baden,
o meu comparativo das duas cervejas de trigo dessa estupenda cervejaria de Campos de Jordão\SP. Para não deixar os gaúchos com vontade, já que andam “bebemorando” o sucesso futebolístico de suas duas maiores forças, segue a lista dos estabelecimentos que oferecem a minha preferida, Baden Baden Weiss:

Porto Alegre
Cantina do Toco
Mercado do Chopp
Armazém BierKeller
Empório Sul
Costi Bebidas

Igrejinha
Don Leopoldo
Toppo Gigio

Gramado
Hotel Alpestre
Lê Chalet
Petit Café
Restaurante Tarantino
Swiss Cottage
San Tao
Cantina 28
Cantina Pastasciutta

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

MORTE SÚBITA


Trazida na mala que retornou da Europa, ganhei de presente do presidente da ACERVA Gaúcha, Jorge Gitzler, uma cerveja que não via desde o início da década de 90. Conheci a Mort Subite no antigo Ponto da Cerveja, então dos amigos Davi Rodrigues e Rogério Krunen, primeira loja de colecionáveis cervejeiros em Porto Alegre. Degustei essa específica cerveja belga de fermentação espontânea (Lambic) produzida pela brasserie De Keersmaeker há alguns meses, todavia ainda chocado com a tragédia catarinense, resolvi divulgá-la agora, tomando o seu nome como manifesto às mais de cem vítimas, que tiveram uma morte súbita.


MORT SUBITE KRIEK XTREME

Kriek, em holandês, significa cereja ácida. Logo, esse tipo de Lambic indica ser uma cerveja frutada com adição de cereja. Sendo um estilo incomum para os apreciadores brasileiros, muitas vezes essas cervejas são mal interpretadas como cervejas ruins. Na minha opinião, em relação ao estilo, já provei Krieks melhores.

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APARÊNCIA
A grande carbonatação deu aspecto de frisante a essa Kriek – o que não agradou, assim como o excesso de espuma. Por outro lado, a coloração púrpura do corpo e rosada do creme, advinda das cerejas, embora esperada, é extravagante.

PRESSÃO
Para uma cerveja de fermentação espontânea, a elevada pressão nos chamou a atenção, porém não tomamos essa qualidade como adequada.

AROMA
Aroma demasiado de cereja – quase artificial.

SABOR
O sabor extremamente adocicado de cereja ofuscou a percepção dos outros ingredientes, tornando essa cerveja enjoativa, e sem identificação ao paladar comum de cerveja. Deveria ser ácida (avinagrada), seca, e com presença de sabor salgado, mas só sentimos cereja...

CORPO
A estrutura leve foi potencializada pela alta carbonatação. A estrutura com cereja gerou um efeito que lembra um mentol, assim apresenta grande bebebilidade e refrescância.

IMPRESSÃO GERAL
Chama a atenção pelo nome, porém foi a pior cerveja com cereja que eu provei. Mesmo se tratando duma Lambic, mais parece cidra do que cerveja. Na minha opinião, a pequena garrafa de 250ml atende a demanda dos curiosos. Eu não repetiria essa cerveja.
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(Atualização: Retorno do mestre brejeiro Mauricio Beltramelli)
"Grande Patrick!
Hehehehhh... Que maldade com a Mort Subite Kriek... Tadinha dela...Já, eu, até gostei. Vamos lembrar que ela é uma Lambic-Fruit. Então, em tese, deve ser menos avinagrada e salgada e mais frutada e doce que as Lambic Cantillon, por exemplo."


sexta-feira, 28 de novembro de 2008

GOSTO AMARGO










Divulgação da cervejaria Eisenbahn em apoio aos desabrigados pelos alagamentos da região nordeste de Santa Catarina; e, ao lado, uma imagem de Blumenau, que anda "navegando" pela grande rede. Verifiques, em tua cidade, qual a melhor forma de ajudar, e ajudes!


“Enquanto para uns amarga é a cerveja, para outros é a vida.”

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